Domingo pós-natal, 13 horas, Shopping Parque Dom Pedro Campinas.
Após almoçarmos na casa da mãe, combinamos uma “passadinha” no Shopping para a troca de notas fiscais por cupons que nos colocariam no sorteio de 10 lindos carrinhos Smart da Mercedes. Era o último dia da promoção, e imaginamos um movimento tranquilo, ideal para os nossos propósitos.
Para a nossa surpresa, parece que muuuitas pessoas pensaram como nós.
Para o nosso prejuízo, a administração do Shopping também pensou como nós, confiando “ingenuamente” num movimento bem tranquilo.
Foram 6 horas na fila que dava voltas no shopping, até chegar a um cercadinho onde começava uma nova fila de mais 6 horas. Tivemos bastante tempo para relembrar momentos semelhantes de nossas vidas. A comparação era com o SUS, e ainda assim naqueles serviços bem “capengas” que sempre pontuam nas noticias dos telejornais: de Belford Roxo pra lá.
As pessoas eram o ponto alto da coisa, esbanjando bom-humor e paciência.
O respeito da empresa foi a nota ZERO do evento: nem é necessário explicar porque. Doze horas na fila falam por si.
Quem tava lá viu desmaios, revolta, sofrimento de idosos e grávidas. Viu sofrimento de bebês cruelmente utilizados pelos parentes ansiosos por um lugarzinho melhor na fila.
Teve advogado subindo em banquinho e fazendo discurso no meio da fila. Esse mesmo tava fazendo fotos e listas de assinaturas para processar o Dom Pedro. Parecia mais um oportunista, mas enfim, o tal do Shopping bem que merecia, pra aprender a respeitar os consumidores que gastam MUITO e os lojistas que pagam MUITO por promoçõezinhas assim tão mal-acabadas.
Péssimo!
Não presenciei comunicado algum da administração do Shopping para o imenso publico que estava lá. Tudo o que soubemos foi nos dado através de poucos, jovens e atonitos seguranças do local. Uma empresa chamada Babalu Eventos parecia ser a responsável pelo trabalho. Também ali não vimos alguém que pudesse mudar a regra do jogo e apresentar uma solução para o problema. Toda a ansiedade (e as vezes desespero) dos consumidores foi jogada sobre a cabeça de inexperientes tristes exaustos funcionarios sem alteranativa.
Às duas da manhã, despedimo-nos eu e os meu novos amigos da fila, cerca de 8 pessoas que em comum, até ali, tinham apenas o horário da chegada no “rabo” da fila.
Tínhamos depositado os nossos cupons, estávamos aptos a ganhar um Smart. Por ironia, todo mundo se achando meio “burro”.
No saguão do Shopping, uma multidão ainda esperava para quem sabe, ao amanhecer da segunda-feira, conquistar o que a outra ponta daquela fila fosse capaz de oferecer.


28 28UTC dezembro 28UTC 2009 às 22:01 |
2 horas da manhã? Desacreditei.